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Provisionamento em nuvem — pública, privada ou os dois

Projetamos e provisionamos a sua infraestrutura como código: nuvem pública quando elasticidade e serviços gerenciados compensam, nuvem privada com Proxmox VE ou XCP-ng quando custo previsível e dados dentro de casa falam mais alto. O fluxo de trabalho é o mesmo nos dois — Terraform, repositório versionado, esteira automática.

apcode@infra:~/terraform$
// o mesmo comando, dois destinos
$ terraform apply -var-file=aws.tfvars
Apply complete! 14 added, 0 destroyed.
$ terraform apply -var-file=proxmox.tfvars
Apply complete! 6 added, 0 destroyed.
$ terraform destroy -target=module.homolog
// ambiente de teste que não fica
// esquecido gerando fatura.

Quando esse serviço resolve um problema real

Se mais de dois destes itens descrevem a sua situação, o problema não é falta de servidor — é falta de método para criar e controlar servidor.

A fatura da nuvem sobe e ninguém explicaRecursos criados pelo console para "um teste rápido" que ficaram ligados. Sem inventário, o corte de custo vira adivinhação.

Ambiente novo demora semanasCada máquina é montada à mão, no ritmo de quem tem tempo. Um projeto novo espera infraestrutura em vez de esperar código.

Dado sensível em provedor estrangeiroContrato, cliente ou LGPD exigem saber exatamente onde o dado está — e a resposta hoje é "numa região que alguém escolheu no cadastro".

Hardware ocioso no rackServidores já comprados, com capacidade sobrando, rodando uma aplicação cada — enquanto a empresa paga máquina virtual na nuvem.

Receio de ficar preso ao provedorTudo depende de serviços proprietários de uma nuvem só, e trocar significaria reescrever a operação inteira.

Não existe plano de recuperação testadoSe o datacenter (ou a conta na nuvem) cair hoje, ninguém sabe em quanto tempo o ambiente volta — porque nunca foi cronometrado.

Três modelos, uma forma de trabalhar

Não defendemos um modelo por princípio. Defendemos que a escolha seja consciente — e que ela fique escrita em código, para poder ser revista depois sem refazer tudo.

Nuvem pública

AWS, DigitalOcean e afins

Você aluga capacidade e serviços prontos, paga pelo uso e escala em minutos — sem tocar em hardware.

Indicado quando
  • A carga é irregular: picos sazonais, campanhas, processamento sob demanda
  • Você quer serviços gerenciados (banco, fila, e-mail, CDN) sem operar nada disso
  • Não há equipe nem espaço físico para cuidar de servidor
  • O projeto precisa estar no ar rápido, com investimento inicial próximo de zero
  • Alta disponibilidade entre regiões geográficas faz parte do requisito
Custo honesto: a conta é variável e cresce junto com o sucesso. Tráfego de saída, snapshots e ambientes esquecidos são as fontes clássicas de surpresa no fim do mês.
Nuvem privada

Proxmox VE ou XCP-ng

O seu próprio hardware virando uma nuvem interna: máquinas virtuais e contêineres criados sob demanda, no seu rack ou num datacenter de sua escolha.

Indicado quando
  • A carga é estável e previsível — o cenário em que alugar sai mais caro que ter
  • Existe exigência contratual ou regulatória de manter o dado sob seu controle
  • Já há hardware capaz ocioso, ou um investimento em servidor já aprovado
  • Baixa latência com equipamentos locais (ERP, PDV, chão de fábrica) importa
  • Você quer custo mensal fixo, sem depender de câmbio
Custo honesto: a responsabilidade pelo físico é sua — energia, refrigeração, link redundante e reposição de peça. Sem isso, "nuvem privada" vira ponto único de falha bem embalado.
Híbrido

O que é seu fica seu; o resto aluga

A combinação mais comum na prática: núcleo estável em casa, elasticidade e recuperação de desastre na nuvem pública.

Indicado quando
  • O banco de dados principal precisa ficar interno, mas o site público não
  • Você quer réplica de backup fora do prédio, sem manter um segundo datacenter
  • Existe pico previsível que não justifica comprar hardware para o ano inteiro
  • A empresa quer reduzir dependência de um único fornecedor
  • Homologação pode ser efêmera na nuvem e produção fica no rack
Custo honesto: são dois ambientes para manter coerentes. Só funciona bem quando os dois nascem do mesmo código — que é exatamente o que a nossa entrega garante.
Nuvem privada

Proxmox VE e XCP-ng: a nuvem que roda no seu rack

Virtualização open source de nível empresarial, sem licença por processador e sem contrato mínimo. Você continua criando máquina por código, com snapshot, migração ao vivo e alta disponibilidade — só que o hardware é seu e a conta é previsível.

Proxmox VE Virtualização com KVM (máquinas virtuais completas) e contêineres LXC no mesmo painel. Cluster com migração ao vivo entre nós, storage em ZFS ou Ceph, firewall integrado e backup incremental com o Proxmox Backup Server. É a opção mais popular hoje, com comunidade grande e suporte comercial disponível quando a empresa exige contrato.
XCP-ng (Xen) Continuidade open source do XenServer, com o hipervisor Xen e gestão pelo Xen Orchestra. Caminho natural para quem já tem operação em XenServer/Citrix e quer sair do licenciamento sem trocar de tecnologia — inclusive migrando as máquinas existentes, sem reinstalar sistema operacional.
Provisionada por código Os dois têm provider de Terraform. Criar uma máquina virtual no seu rack é o mesmo terraform apply que cria um droplet — muda o arquivo de variáveis, não o processo nem quem sabe operar.
Snapshot e reversão Antes de atualizar o ERP, um snapshot. Se der errado, a máquina volta ao estado anterior em segundos — recurso que, na nuvem pública, costuma vir com custo por gigabyte guardado.
Alta disponibilidade real Com três nós e storage compartilhado, a queda de um servidor físico religa as máquinas nos outros automaticamente. Manutenção de hardware passa a ser feita em horário comercial, com migração ao vivo.
Quando não recomendamos nuvem privada

Quando não há redundância elétrica e de link, quando ninguém consegue trocar um disco no fim de semana, ou quando a carga é tão irregular que você compraria capacidade para usar 10% do tempo. Nesses casos, a nuvem pública é mais barata e mais segura — e vamos dizer isso, mesmo custando um projeto menor.

Nuvem pública, Proxmox VE e XCP-ng lado a lado

Uma leitura rápida para levar à reunião de decisão. Nenhuma coluna é "a melhor" — cada uma é a melhor para um contexto diferente.

Critério Nuvem pública
AWS / DigitalOcean
Proxmox VE
KVM + LXC, no seu hardware
XCP-ng
Xen, no seu hardware
Modelo de custo Variável, por hora/consumo. Cresce com o uso e com o câmbio Fixo: investimento no hardware + energia. Sem custo por máquina criada Fixo, mesmo racional do Proxmox
Licenciamento Não se aplica — está embutido no preço Open source; assinatura opcional só para repositório estável e suporte Open source; suporte comercial opcional pela Vates
Tecnologia Hipervisor do provedor (transparente para você) KVM para máquinas virtuais e LXC para contêineres de sistema Hipervisor Xen, com paravirtualização madura
Gestão Console web e API do provedor Interface web nativa em cada nó, com visão de cluster Xen Orchestra (interface web centralizada)
Provisionamento por código Terraform com provider oficial Terraform + API própria; templates cloud-init Terraform via Xen Orchestra; templates cloud-init
Alta disponibilidade Zonas e regiões do provedor, contratadas à parte Cluster com failover automático a partir de 3 nós Pool com HA a partir de 3 hosts
Migração ao vivo Não se aplica (é responsabilidade do provedor) Sim, entre nós do cluster Sim, entre hosts do pool
Backup Snapshot cobrado por volume armazenado Proxmox Backup Server: incremental, com deduplicação Backup incremental e replicação pelo Xen Orchestra
Elasticidade Ilimitada na prática — cresce em minutos Limitada ao hardware instalado; ampliar exige compra Mesma limitação física
Onde os dados ficam Região escolhida no provedor, sob jurisdição dele No seu rack, sob sua guarda e seu contrato No seu rack
Responsabilidade física Do provedor: energia, refrigeração, peça, link Sua (ou do datacenter onde o equipamento estiver hospedado) Sua, mesmo cenário
Melhor cenário Carga irregular, time enxuto, necessidade de serviços gerenciados Carga estável, exigência de dado local, hardware disponível Quem já vem de XenServer/Citrix e quer sair da licença
A conta que costuma decidir

Some 36 meses de nuvem pública para a sua carga estável e compare com o custo de dois ou três servidores mais colocation. Em cargas previsíveis, a nuvem privada costuma vencer com folga; em cargas que variam muito, perde feio. Fazemos essa conta com os seus números antes de recomendar qualquer coisa — e mostramos a planilha.

O que entregamos

Do desenho da arquitetura ao ambiente rodando, com o código que reconstrói tudo do zero se for preciso.

Arquitetura desenhada e justificada

Topologia, dimensionamento e escolha de modelo — com o porquê de cada decisão escrito, não só o diagrama.

Provisionamento em Terraform

Módulos reutilizáveis por ambiente, com plan revisável antes de qualquer aplicação.

Rede e segmentação

VLANs ou VPCs, sub-redes, regras de firewall e acesso administrativo restrito — tudo declarado em arquivo.

Cluster de virtualização instalado

Proxmox VE ou XCP-ng configurado, com storage, rede, HA e templates prontos para clonar.

Backup e recuperação testados

Rotina automática, retenção definida e um teste real de restauração — com o tempo de retorno medido, não estimado.

Migração das cargas atuais

Plano de janela, ordem de migração e caminho de volta definido antes de mexer em qualquer serviço em produção.

Credenciais fora do código

Chaves de provedor e senhas de acesso ficam no cofre, nunca no repositório — detalhado em segurança & segredos.

Monitoração desde o primeiro dia

Capacidade, disco, temperatura e disponibilidade acompanhados — integrado à nossa stack de observabilidade.

Documentação operacional

Runbooks curtos para as tarefas de rotina: criar máquina, restaurar backup, substituir um nó, ampliar storage.

Como conduzimos

Quatro etapas, com ponto de decisão no fim da primeira — você só segue se a conta fizer sentido.

1
Levantamento e conta

Inventário do que existe, medição da carga real e comparativo de custo entre os modelos, com os seus números.

2
Arquitetura

Desenho da topologia, dimensionamento, plano de rede, de backup e de recuperação de desastre.

3
Provisionamento

Terraform escrito e aplicado, cluster instalado, ambiente de homologação no ar antes da produção.

4
Migração e entrega

Cargas migradas em janelas acordadas, monitoração ligada, documentação entregue e time treinado.

Stack de provisionamento

Ferramentas abertas e padrões de mercado, para que a operação não dependa de nenhum fornecedor específico — incluindo nós.

Terraform AWS DigitalOcean Proxmox VE XCP-ng / XenServer ZFS & Ceph cloud-init Ansible Proxmox Backup Server HashiCorp Vault

Perguntas que sempre aparecem

Depende do perfil da carga, e a resposta honesta só sai com números. Para carga estável rodando 24 horas por dia, o hardware próprio costuma se pagar em torno de dois anos e a partir daí a diferença é grande. Para carga que varia muito, ou que fica ociosa boa parte do tempo, a nuvem pública ganha — você não paga capacidade parada. Fazemos essa comparação antes de recomendar.

Para quem está começando do zero, normalmente Proxmox VE: comunidade maior, documentação mais abundante, contêineres LXC nativos e integração de backup muito boa. XCP-ng é a escolha natural para quem já opera XenServer ou Citrix Hypervisor e quer sair do licenciamento aproveitando o conhecimento e as máquinas que já existem.

Três nós é o mínimo para o cluster decidir sozinho quem está vivo e religar as máquinas de um nó que caiu, mais um storage compartilhado ou replicado. Com dois nós dá para ter migração ao vivo e uma recuperação rápida, mas não failover automático confiável. Com um nó só, você tem consolidação e provisionamento por código — não tem alta disponibilidade, e a gente vai deixar isso claro no projeto.

Na maioria dos casos sim — tanto Proxmox quanto XCP-ng importam discos de VMware, Hyper-V e XenServer. Ainda assim, quando a máquina antiga é uma caixa-preta montada à mão, costumamos aproveitar a migração para recriá-la por Ansible: leva um pouco mais de tempo e resolve o problema de raiz em vez de carregá-lo para o ambiente novo.

No cofre de segredos, nunca no repositório. O código declara que existe uma credencial e a esteira a busca no momento de aplicar; quem roda o Terraform pela linha de comando também lê do cofre, com o login corporativo. Isso vale inclusive para o arquivo de estado do Terraform, que guarda dados sensíveis e por isso fica em backend protegido — o assunto está detalhado em segurança & gestão de segredos.

Se você quiser, sim — existe um plano de sustentação mensal com acompanhamento, atualizações e atendimento a incidentes. Se preferir operar internamente, a entrega já inclui documentação e treinamento para isso. As duas opções são legítimas e o preço não muda em função da escolha.

Nuvem pública, rack próprio ou os dois?

Levantamos a sua carga real e mostramos a comparação de custo em números — sem compromisso, e sem torcida por um dos lados.

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